Falta de saneamento traz perdas de R$ 537 bi

Apecs defende imediata retomada dos empreendimentos do setor

Somente a retomada dos empreendimentos no setor de saneamento é capaz de reverter perdas que podem chegar a R$ 537 bilhões, conforme pesquisa do Instituto Trata Brasil. Esses recursos poderiam ser economizados com a universalização desses serviços para toda a população brasileira. “Precisamos retomar imediatamente projetos e obras nesse setor. A proposta do Plano Nacional de Saneamento (Plansab) era alcançar essa meta até 2033. Mas, com os constantes atrasos, só depois de 2050 alcançaremos a universalização”, afirma Luiz Roberto Gravina Pladevall, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente).

Os dados do SNIS 2014 (Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento) apontam que apenas 40% dos esgotos do país são tratados e a média das 100 maiores cidades brasileiras em tratamento dos esgotos foi de apenas 50,26%. “Isso traz impactos socioeconômicos diretos para os brasileiros. Essa é uma marca do nosso subdesenvolvimento”, aponta Pladevall.

Segundo o estudo do ITB, o setor imobiliário poderia melhorar o desempenho e ter ganho acima de R$ 270 bilhões em valorizações, em 20 anos. Na saúde, o impacto seria de R$ 90 bilhões no período analisado. “Os investimentos em saneamento refletem diretamente na qualidade de vida da população, reduzindo a proliferação de doenças e diminuindo os investimentos em tratamento”, ressalta Pladevall.

Para o dirigente, o saneamento básico não se transformou em política pública no país e isso impede o avanço dos empreendimentos nesse setor. “Nem mesmo a maioria das prefeituras conseguiu elaborar o seu Plano Municipal de Saneamento Básico. Sem a intervenção direta do governo federal, vamos continuar avançando aquém das reais necessidades do país”, alerta Pladevall.

Plansab
Em 2007, entrou em vigor a Lei do Saneamento Básico (Lei nº 11.445/07). Ela criou uma nova referência regulatória do saneamento básico brasileiro e estabeleceu o Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico), com o objetivo de universalizar os serviços de abastecimento de água e saneamento até o ano de 2033.

Estudos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) apontam que, no cenário atual, só chegaríamos à universalização do abastecimento de água em 2043 e do esgotamento sanitário em 2054.

Sobre a Apecs
Fundada em 1989, a Apecs congrega atualmente cerca de 40 das mais representativas empresas de serviços e consultoria em Saneamento Básico e Meio Ambiente com atuação dentro e fora do país.

Essas companhias reúnem parte significativa do patrimônio tecnológico nacional do setor de Saneamento Básico e Meio Ambiente, fundamental para o desenvolvimento social e econômico brasileiro, estando presente nos mais importantes empreendimentos do setor.

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